Porque é Natal!

dezembro 18, 2017

Há dias foi publicado um relatório do INMETRO sobre testes em brinquedos produzidos fora das especificações brasileiras e que foi até motivo de reportagem em um programa de TV. Estes testes são realizados em laboratórios especializados, e, no caso da reportagem, o laboratório contratado foi Instituto Lab System de Pesquisas e Ensaios Ltda., sediado em Guarulhos. No caso da reportagem, chamou a atenção a total inadequação dos brinquedos. Foi muito bom terem apresentado o assunto em um programa de grande audiência pois a ocasião, Natal, Ano Novo e Férias, leva as pessoas a comprarem não só brinquedos, mas também eletrodomésticos, veículos, roupas, calçados e até material de construção sem qualquer preocupação com a segurança durante o transporte, armazenamento e uso.

Temos no Brasil vários laboratórios capacitados para realização de testes de produtos e, há décadas, temos feito um trabalho junto às empresas fabricantes para convencê-las a testarem seus produtos, não só para cumprimento de leis e normas, mas também para adequá-los ao uso pelo cliente. (Este foi um dos assuntos discutidos em nosso livro Engenharia de Embalagens, publicado pela Editora Novatec e que ainda encontra-se disponível nas livrarias.)

Tudo pode ser testado. Vimos desenvolvendo nestes longos anos uma quantidade incontável de testes, sempre com o apoio de profissionais altamente especializados em todas as áreas do conhecimento, tanto do Brasil como do exterior, bem como trabalhado em laboratórios em quase todos os cantos do mundo.

Testar significa custo e, obviamente, temos que usar de inteligência e planejar muito bem para definir que testes são necessários. Sempre que abordamos o assunto a questão custo vem à tona e há uma rejeição quase que automática à abordagem. As empresas, em geral, refutam a idéia de testar qualquer coisa além do básico, exigido por lei, especialmente se forem de médio a pequeno porte.

Nossa teoria é outra, que já foi aprovada na prática:

1) testar não é custo, mas será um dos fatores do lucro;

2) manter uma assistência técnica ocupada com consertos é custo;

3) o prejuízo de colocar no mercado um produto inadequado para manuseio, transporte e uso pelo cliente é incalculável.

Quando falamos em testes, não estamos necessáriamente falando em testar em laboratórios sofisticados. Alguns testes realmente requerem equipamentos e dispositivos que não são comuns, não estão disponíveis na empresa. Aí sim, teremos que usar um dos inúmeros e competentes laboratórios que fornecem serviços por todo o país. Cabe ressaltar aquí que a maioria dos testes, tanto os obrigatórios por lei, como vários outros desejávies, têm um custo direto muito pequeno. Portanto,  esta é uma primeira recomendação que fazemos: verifique os custos, peça um orçamento, vá conhecer os laboratórios, veja em que os profissionais que lá estão há anos, podem ajudar no desenvolvimento do seu produto.

Por outro lado, chame um profissional especializado em testes de produtos para fazer uma primeira avaliação da sua linha de produtos e uma proposta de testes e modificações para adequação ao transporte, armazenagem e uso PELO CLIENTE. Seu produto vai ser usado por alguém. É este usuário que vai julgar o seu produto e a sua marca.

Não basta o produto ser necessário, prático, bonito, ninguém pensou nisso antes, vai resolver aquele problema do consumidor, todo mundo quer, custa baratinho, está na moda,… e mais outros inúmeros apelos que chamam a atenção no primeiro momento e que, certamente, até eu vou comprar.

Há inúmeros testes que podem ser feitos dentro das instalações do fabricante, usando máquinas e ferramentas disponíveis, alguma imaginação e mais um ou outro dispositivo fácil de construir. Antes mesmo de promover um teste com possíveis consumidores, planeje e faça uma bateria de testes internos.

Querem exemplos?

Podemos fazer “em casa”: testes de queda, compressão, vibração, transporte, carregamento, impactos diversos, carga, estanqueidade, resistência a raios solares, sais, produtos de limpeza, ácidos, etc. Com um pouco de imaginação e sabendo onde e como o produto poderá ser usado, transportado e armazenado, dá para ir muito além do mínimo exigido pelas legislações, tanto brasileira como internacionais.

Não deixem seu produto ser avaliado sòmente pelo consumidor, quando já está nas prateleiras. Este caminho pode não ter volta. Por maior e melhor que seja a sua marca e a sua empresa, elas sempre caberão em um ralo… e a volta poderá não existir.

 

Feliz Natal, um excelente 2018 para todos e… vamos testar.

Ah, sim, um lembrete de última hora para quem vai se vestir de Papai Noel usando a roupa do ano passado: teste ainda hoje. Pode não servir… sabe aquela leitoa do ano passado? Pode ainda estar fazendo efeito na cintura!

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Estamos voltando, pessoal!

novembro 23, 2017

Pois é. Depois de um “longo e tenebroso inverno” estamos voltando com força total.

Estivemos fora do ar por motivos mais que justificados. Explico: mãe doente. Aí larga-se tudo e cuida-se da mãe. Foi o melhor que fiz e recomendo. Havendo alguma possibilidade de esquecer o mundo e cuidar da mamã, é o melhor que se faz.

No meio de mil cuidados, aproveitamos o tempo para fazer alguns cursos de especialização, nos informamos sobre o que está acontecendo no mundo e no Brasil.

Temos algumas notícias boas, que vamos começar a dar aquí e outras nem tanto.

Portanto, vamos ao “tratamento de choque”:

Notícia ruim primeiro -> o mundo andou para a frente, como era de se esperar, e nós ficamos para trás. Sim, caros amigos, estamos bem atrasados em muitas coisas e em especial nas nossas embalagens, na proteção de produtos, no uso de matérias primas, nas máquinas, nas pesquisas, etc… A causa? Estagnação da nossa economia. Podemos até ser mais precisos: parou tudo mesmo.

– CHEGA DE NOTÍCIA RUIM! Cale a boca! …

– Ok. Já parei.

Agora, as notícias boas:

Estamos retomando o crescimento. Os dados oficiais começaram a mostrar isto. Saímos de uma inflação que só aumentava. As indústrias estão começando a reagir. Basta ver o crescimento da produção de veículos, já tem indústria da linha branca fazendo dois turnos, a construção civil retomou o crescimento. Isto tem o lado bom e o lado ruim (também)

O ruim nesta retomada é que estamos despreparados. Temos pessoas qualificadas sob o aspecto informação formal e informal, entretanto estão sem experiência. O motivo, todos sabemos qual é: falta de emprego. Hoje, para usar os números publicados, somos 209 milhões de habitantes neste país maravilhoso e quase 14 milhões de desempregados. Para usar cálculos formais, podemos dizer que dos 41,8 milhões de brasileiros que deveriam ter algum tipo de trabalho que gerasse renda, 33,5% não tem emprego, ou seja, mais de um em cada três brasileiros que deveriam estar trabalhando está sem emprego (qualquer tipo de emprego).

Mas o que fez o país andar. Bem, vocês provavelmente sabem melhor do que eu: mudanças no Governo Federal, que geraram um aumento lento no índice de confiança no país (nas instituições), mudanças no cenário político (e prisão de alguns malfeitores), mudanças na economia, revisão dos dados econômicos do governo, possibilidade de mudanças radicais nas leis trabalhistas, adoção do sistema de custo real da energia (elétrica, gás, petróleo), e mais uma série de posturas oficiais que vêm trazendo mais confiança tanto interna (somos nós, pagadores de impostos, que morremos de medo de tirar 1 Real da carteira quando as coisas vão mal) como externa (os investidores, que aplicam o dinheiro em outro país para não perder).

Assim, vamos retomando nosso rumo, nossa dignidade, nosso trabalho.  É isto. Vamos ter que fazer uma verdadeira operação de rescaldo no país inteiro. E nós vamos estar aqui para participar desta retomada. Na verdade já estamos e vamos trazer novidades, continuar nossa “pregação” sobre o assunto EMBALAGEM, que é a nossa missão e trazer tópicos importantes sobre Administração de Negócios, Engenharia, análise de notícias internacionais pertinentes à nossa especialidade e novidades sobre ferramentas para projetos.

Muito agradecida pela sua atenção e VAMOS TRABALHAR!


Design sustentável – até onde estamos sendo responsáveis ?

outubro 25, 2012

Afinal o que é ? Já vimos mil definições e explicações, algumas até muito tendenciosas, seja politicamente, seja idealísticamente. A verdade é que estamos encalacrados em um beco mundial, de proporções imensas e, na maior parte do tempo perdidos e oscilando entre o nosso desejo de desenhar algo perfeito para atingir o objetivo (que imaginamos ser o ideal) e a pressão dos custos pré e pós-consumo, este uma novidade para todos.

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Reciclagem de materiais – idéias para o público

junho 13, 2012

Tudo bem. Temos mesmo que aproveitar sobras de materiais, sejam eles novos ou usados. Mas existem limites. Revistas, jornais e programas de rádio e TV apresentam inúmeras sugestões nada viáveis sob o aspecto ambiente. São sugestões de peças que não podem ser limpas adequadamente, logo vão virar sucata e, ao serem descartadas, irão mesmo para o lixo comum pois misturam materiais cujos processos de reciclagem dos materiais são diferentes. O incauto cidadão, que teve a maior boa vontade para reaproveitar os materiais que iriam para o lixo não tem conhecimento do problema futuro que ele está causando.
Portanto, senhores incentivadores de reutilização de sobras de materiais, tenham um mínimo de bom senso ao sugerir as suas receitinhas diárias de porta-retratos, tapetinhos e cortinas ou almofadas. Ou, se querem mesmo ter sua platéia ocupada, ensinem também como desmontar todo o trabalho para separar novamente os materiais e dar o destino certo para cada um, o que, em certos projetos, será difícil, já que muitos usam adesivos plásticos que são praticamente insolúveis e dificilmente poderão ser desagregados do substrato.


Eficiência da Embalagem

maio 12, 2011

Muitos têm me perguntado sobre essa coisa (nova) de eficiência da embalagem. Afinal, de que se trata ? É importante ? Todas as empresas usuárias de embalagem devem se preocupar com isto ? É possível medir a eficiência de uma embalagem ?

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Alta da Inflação – alguém tinha dúvidas ?

fevereiro 8, 2011

por: Maria A.Carvalho

A inflação oficial do país teve a maior alta mensal em quase seis anos. O IPCA, usado para definir a meta de inflação do governo, acelerou para 0,83% em janeiro. Em 12 meses, a taxa acumulada é de quase 6%. (Fonte: Globo News – 08 fev 2011)

Alguém tinha dúvidas sobre o que ia acontecer ?

Não somos pessimistas. É só uma questão de fazer contas. Procurem saber: montante da dívida interna do Governo Federal x arrecadação x custo do bolsa-família, etc.

E as indústrias enfrentando a concorrência dos produtos chineses, que entram no Brasil por triangulação para fugir da taxação e parte da população não vê e a parte da população que vê não protesta.

E ainda vamos fazer grandes obras para a Copa do Mundo, Olimpíadas, Belo Monte…

E não temos um plano para fazer face a grandes catástrofes. NÃO TEMOS.

Nós vamos continuar protestando sim.

No início éramos poucos, mas derrubamos um presidente.


Mais um PAC para o Brasil

janeiro 30, 2011

Por: Paulo Sérgio Xavier Dias da Silva

(Artigo publicado no DCI em 13/01/2011)

Se continuar a usar a sigla, Brasil corre o risco de ficar conhecido como o país do “PAC Istão”.

A presidente Dilma Rousseff anunciou, recentemente, a criaçãode mais um PAC. Trata-se agora do PAC Miséria.

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