Eu acredito nas universidades públicas brasileiras

O quê leva alguém a fazer uma declaração dessas ?

Explico: por alguns motivos, tenho entrado em contato mais íntimo com as nossas universidades, no caso, as mais próximas do meu trabalho: USP e UNICAMP.

Não me refiro ao contato com os pesquisadores, grandes doutores que sempre acham uma solução para os nossos problemas na indústria e sobre os quais declaro permanentemente minha admiração, respeito e até uma salutar inveja que me faz estudar continuamente. Refiro-me ao contato com os alunos em graduação, com a estrutura curricular, os livros que são indicados, o conteúdo dos cursos e o nível de exigência do desempenho dos alunos.

Realmente nossos graduandos estão cada vez mais preparados para o país que se anuncia.

Os pessimistas poderão pensar: “que se anuncia mas não acontece” ou, “como as universidades podem estar preparando bem se não há dinheiro?”

É aí que entram os ingredientes básicos, que sobram neste país: talento, dedicação e tenacidade.

Com estes ingredientes, no que toca às universidades, estamos construíndo um futuro brilhante.

Nossas universidades dão uma formação teórica básica e ampla para que os profissionais saibam, no futuro, enfrentar qualquer situação de mudança. Isto soa como uma coisa nada prática para o dia-a-dia. É um engano. São justamente estes profissionais que conhecem toda a teoria que poderão encontrar novas fórmulas para solucionar problemas na indústria. Estão preparados para o futuro com raciocínio lógico, sabem pensar e onde buscar recursos.

Por quê isto é melhor do que ensinar só para a realidade de hoje ? Dou um exemplo do passado. Quem estudou Engenharia no início da década de 70 nunca pôs a mão num computador durante o curso. Dez anos depois estes profissionais estavam programando computadores. A indústria precisava de analistas de sistemas e de programadores e esses profissionais estavam preparados.

É como a diferença entre ensinar um idioma estrangeiro suficiente para uma viagem ao exterior ou ensinar para o educado poder expandir seus conhecimentos, se informar mais e poder conversar com um diplomata ou com o diretor de uma empresa.

Esta diferença entre informar e formar é que traz progresso. As nossas universidades estão informando mas, mais que tudo, formando profissionais.

Pensem nisto. Não é milagre. É competência mesmo.

Parabéns às duas universidades mencionadas e à todas outras universidades deste país que formam profissionais para o futuro.

Conto com os senhores professores, diretores e dedicados colaboradores para fazerem este país melhor.

Ainda voltarei a este assunto algumas vezes.

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