Time to Market

No nosso livro ENGENHARIA DE EMBALAGENS (Editora Novatec), tangenciamos em diversos capítulos este assunto, mostrando a necessidade de envolvimento de toda a equipe no desenvolvimento não só do projeto da embalagem mas também do produto.

Neste e nos próximos textos, vamos explorar um pouco mais cada fase do projeto, evidenciando a metodologia do time to market, já consagrada pela indústria há anos.

Aparentemente, a metodologia se aplica somente a projetos de produtos entretanto o leitor mais atento identificará facilmente que o mesmo tratamento poderá ser dado a projetos de serviços de qualquer tipo. Fica a sugestão.

Da mesma forma, também se aplica ao desenvolvimento de um item, uma peça que necessite de modificação. Portanto, estamos falando de uma ferramenta que pode ser aplicada a quase tudo que fazemos.

Time to market pode ser definido como uma metodologia para otimizar o desenvolvimento de projetos de produtos e processos de fabricação. O objetivo é reduzir o tempo para colocação do produto no mercado ainda assim atendendo a todos os requisitos de qualidade, custo e demais especificações e expectativas da empresa e dos seus clientes.

Ao contrário do que se poderia imaginar, não é um método para se fazer tudo correndo, com um cronograma com datas inatingíveis, nem uma forma de pressionar toda a equipe para agir o mais rápido possível e deixando de lado atividades de desenvolvimento abandonadas ou incompletas.

Primeiramente, se vamos projetar um produto, temos que reunir as competências necessárias para tal. Esta equipe tanto pode ser composta exclusivamente de membros internos, funcionários da empresa como de externos contratados ou mesmo mista.

Se montamos uma organização matricial, ao invés de vertical, poderemos acionar os diversos recursos quando necessário, sem onerar o projeto com pessoal totalmente dedicado e que, forçosamente, será sub-utilizado em algumas fases do projeto.

Esta já é uma grande decisão do gerente do projeto, pois já estará economizando recursos. Obviamente, numa organização tradicional, esta forma de montar a equipe de desenvolvimento poderá ser uma revolução nos conceitos e exigirá uma concentração de argumentos para provar a sua eficácia, que dependerá primordialmente do envolvimento e comprometimento de cada membro da equipe. Ou seja, o gerente do projeto tem que vender esta idéia para a direção e para os membros da equipe. No nosso livro dedicamos um tópico para este assunto. É difícil sim, mas totalmente possível se você usar os argumentos certos.

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