Time to Market III

Ao pensarmos em fabricar um novo produto, primeiramente precisamos definir a estratégia do próprio produto, que servirá de base para a sua definição e de suas características.

A estratégia do produto é a visão futura do produto, que tem que ser criativa e inovadora visto pretendermos construir algo que ainda não foi para o mercado e será vendido daquí a meses, talvez um ou dois anos, dependendo do tempo necessário para o desenvolvimento.

Devemos, portanto, fazer um exercício sobre a visão futura.

Existem duas correntes de pensamento, quando se fala em visão futura de um produto.

– primeiro se inventa, depois se procura o mercado;

– primeiro conhecemos o problema e depois se inventa uma solução.

Ambas têm prós e contras. Costumamos ouvir que a primeira delas, atribuída ao pensamento das empresas dos Estados Unidos, é errada porque pode-se não encontrar consumidores ou clientes para o produto desenvolvido e teremos perdido tempo e dinheiro. Já a segunda, que costuma ser atribuída ao pensamento empresarial japonês, seria a mais adequada já teria os consumidores ou clientes esperando pelo produto. Entretanto, para determinados problemas, a solução também terá custado tanto e será tão demorada que pode ocorrer que não se precise mais dela. O problema ou não existirá mais ou o cliente não quererá pagar o preço. Ou seja: ambas podem estar erradas. Prefiro trabalhar com ambos pensamentos: ao mesmo tempo em que estamos inovando, para um problema existente, estamos buscando incluir no produto atrativos para conquistar novos clientes.

Como visão futura, temos que entender a extensão do problema do cliente, agora e no futuro. Ou seja: nosso produto resolverá o problema do cliente por quanto tempo ?

Em paralelo, já temos tecnologias desenvolvidas. Quais deveremos incorporar ao produto para que tenhamos atingido a solução ótima dentro do que o cliente está disposto a pagar para resolver seus problemas reais atuais e futuros ?

Ao mesmo tempo, temos que visualizar ou prever para onde está indo o desenvolvimento tecnológico e até que ponto nosso produto poderá ser atualizado para incorporar essas novas tecnologias e não vai se tornar obsoleto.

Time to market III fig 1


O produto, por sua vez, não compreende somente o objeto, a materialização da invenção ou melhoramento. Temos agregado a êle os serviços, as atualizações, os acessórios, a assistência técnica, material de consumo, a compatibilidade com outros produtos, a garantia e a marca, que fazem parte de um todo que o cliente se dispõe a pagar. Isto explica o sucesso de alguns produtos que até custam mais caro do que o do concorrente no primeiro momento mas o cliente valoriza visto contar com uma série de benefícios tangíveis e intangíveis.

Time to market III fig 2

Sem uma estratégia para o produto corremos o risco de chegar a uma solução que não se adequa às necessidades do cliente ou, como assinalamos acima, será desnecessário e obsoleto em um futuro muito próximo.

Cabe alertar que, quando falamos em futuro da tecnologia, não nos referimos tão somente às tecnologias desenvolvidas para substituir as existentes e que podem ser incorporadas aos novos produtos similares. Também nos referimos às tecnologias que poderão tornar nosso produto obsoleto ou desnecessário para resolver um determinado problema que deixa de existir pela própria evolução da sociedade.

É só pensar nos produtos considerados no passado geniais e que simplesmente desapareceram ou têm poucas aplicações hoje:

telex -> fax -> computador

Outros exemplos vêm dos produtos que são constantemente atualizados, incorporando novas tecnologias:

rádio -> rádio-relógio -> rádio AM/FM -> rádio/relógio digital -> rádio/gravador -> etc.

Tenham uma excelente semana !

Ao pensarmos em fabricar um novo produto, primeiramente precisamos definir a estratégia do próprio produto, que servirá de base para a definição do produto e suas características.

A estratégia do produto é a visão futura do produto, que tem que ser criativa e inovadora visto pretendermos construir algo que ainda não foi para o mercado e será vendido daquí a meses, talvez um ou dois anos, dependendo do tempo necessário para o desenvolvimento.

Devemos, portanto, fazer um exercício sobre a visão futura.

Existem duas correntes de pensamento, quando se fala em visão futura de um produto.

– primeiro se inventa, depois se procura o mercado;

– primeiro conhecemos o problema e depois se inventa uma solução.

Ambas têm prós e contras. Costumamos ouvir que a primeira delas, atribuída ao pensamento das empresas dos Estados Unidos, é errada porque pode-se não encontrar consumidores ou clientes para o produto desenvolvido e teremos perdido tempo e dinheiro. Já a segunda, que costuma ser atribuída ao pensamento empresarial japonês, seria a mais adequada já teria os consumidores ou clientes esperando pelo produto. Entretanto, para determinados problemas, a solução também terá custado tanto e será tão demorada que pode ocorrer que não se precise mais dela. O problema ou não existirá mais ou o cliente não quererá pagar o preço. Ou seja: ambas podem estar erradas. Prefiro trabalhar com ambos pensamentos: ao mesmo tempo em que estamos inovando, para um problema existente, estamos buscando incluir no produto atrativos para conquistar novos clientes.

Como visão futura, temos que entender a extensão do problema do cliente, agora e no futuro. Ou seja: nosso produto resolverá o problema do cliente por quanto tempo ?

Em paralelo, já temos tecnologias desenvolvidas. Quais deveremos incorporar ao produto para que tenhamos atingido a solução ótima dentro do que o cliente está disposto a pagar para resolver seus problemas reais atuais e futuros ?

Ao mesmo tempo, temos que visualizar ou prever para onde está indo o desenvolvimento tecnológico e até que ponto nosso produto poderá ser atualizado para incorporar essas novas tecnologias e não vai se tornar obsoleto.

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