Embalagem para distribuição de produtos pet

por: Maria Aparecida Carvalho

(artigo publicado no Anuário Distribuidores PET 2010/2011 – Negócios PET)

O mundo pet está cada vez mais sofisticado, exigente e inteligente. Sim, inteligente. Alguns acessórios e brinquedos já entraram na era da eletrônica e podem até substituir os donos dos animaizinhos nas brincadeiras, com a vantagem de não se cansarem (os donos, claro) !

A cada instante surgem novos produtos, alguns realmente fantásticos, tanto para os nossos queridinhos, que nos agradecem o mimo ao seu modo, como outros que tornam o nosso trabalho de cuidar dos bichinhos de forma mais fácil, mais rápido e, muitas vezes, mais econômico.

Também os fabricantes, os distribuidores, e os pontos de venda desses produtos estão cada vez mais sofisticados e organizados.

Entretanto ainda se comete alguns deslizes na especificação das embalagens para distribuição desses produtos, que podem ser altamente negativos para a empresa e a marca. A embalagem para transporte e distribuição tem que proteger o produto até a exposição para a venda. O produto tem que chegar nas prateleiras com a mesma aparência e qualidade com que foi fabricado.

O problema é mais percebido nos pontos de venda, quando o lojista tem que receber a encomenda, organizar o estoque e fazer a reposição dos produtos nas prateleiras.

Dentre os maiores problemas encontrados nas embalagens para transporte destacamos:

  • Caixas amassadas, com consequente dano nos produtos;
  • Fechamento rompido, causando danos ou perda de produtos;
  • Informação incompleta sobre o seu conteúdo.

Nada mais desagradável do que receber uma reclamação do lojista de que o produto está danificado. Mesmo quando o dano é somente nas embalagens individuais e o dano não atingiu os produtos, isto já impede a venda. Para o cliente, uma embalagem danificada é suspeita de defeito no produto.

A causa de embalagens amassadas e até mesmo rompidas, excetuando-se os acidentes, é devido a veículo ou empresa para transporte inadequado ou a especificação incorreta dos materiais usados na confecção da embalagem e o seu modelo. Vamos nos ater ao material.

Sem entrar em detalhes sobre como especificar o material adequado, podemos lançar mão de algumas informações essenciais para a escolha de uma caixa.

Para a maioria dos produtos, o papelão ondulado é o material mais adequado, tanto por preço como pela sua versatilidade e facilidade para aquisição. Comumente encontramos o de parede simples (uma onda) ou dupla (duas ondas) e não é necessário que o papelão seja fabricado com material virgem. O fabricado com material reciclado (mais barato) pode servir perfeitamente para a embalagem da maioria dos produtos. Se o produto for higroscópico, pode ser necessário que a capa externa seja de papel Kraft para reduzir a entrada de umidade na embalagem (o que aumentará um pouco o custo).

Para saber se a caixa vai resistir ao empilhamento, alguns fabricantes de caixas dispõem de laboratório para testes de compressão. Se o seu fabricante não possui um laboratório, você pode testar em algum laboratório externo mas, se não existe algum por perto ou você não tem recursos no momento, faça um teste dentro da sua empresa mesmo. Já vai dar uma resposta que é uma aproximação de como a embalagem vai se comportar na distribuição. Multiplique a massa de uma caixa completa com o produto pela quantidade de caixas que pretende empilhar menos uma e esse produto por cinco.

Ex: caixa completa = 5 kg, empilhamento = 6 caixas, 5 kg x (6-1) = 25 kg, 25 kg x 5 = 125 kg. Prepare uma caixa com o produto, feche-a, coloque uma placa de madeira sobre a mesma e sobre esta pesos que perfaçam o total encontrado no cálculo. Depois de algumas horas a caixa deve estar sem amassamentos e o produto sem danos.

Também perde-se produtos por fechamentos rompidos e caixas que se abrem no fundo. Quando o fechamento é por fita adesiva, o defeito pode ser do substrato (material de que é feita a fita), que pode ser inadequado ou com baixa resistência à tração ou ao cisalhamento (esforço lateral causado pela movimentação ou transporte da caixa). A fita se rompe nos pontos onde os esforços foram maiores. Outro defeito é quando a fita se solta da embalagem. Aí temos um problema de adesivo inadequado para ser aplicado no material da caixa ou a quantidade de adesivo não é suficiente. Lembramos que aumentar a quantidade de um adesivo inadequado não é solução. Fuja dos milagres de fitas muito mais baratas que a dos fornecedores concorrentes.

Outras formas de fechamento podem ser usadas. O fechamento por grampos (35mm x 16mm), que pode ser feito usando ferramentas pneumáticas manuais quando a produção é pequena ou quando os modelos de caixa variam muito, têm a vantagem de inibir a violação da embalagem. Para fechamento do fundo, não se tendo disponível um equipamento apropriado, pode ser usada a mesma ferramenta, apoiando-se o interior da caixa ainda vazia em um bloco de madeira. Uma ferramenta só cumpre as duas funções.

Caixas com fundo automático (as abas do fundo já vêm coladas e a caixa já está formada) são muito práticas. Hoje já temos inúmeros fabricantes que podem fornecer estas caixas em pequenos lotes.

Tanto o papelão como as fitas adesivas, com o passar do tempo perdem as suas características originais.

Papelão absorve umidade, perdendo resistência ao empilhamento. Se estocado em ambiente muito seco ou exposto ao sol, as paredes da caixa se deformam e o adesivo usado para colar as ondas nas capas pode ficar vitrificado e “quebrar”, causando a separação das capas e conseqüente perda de resistência ao empilhamento. É preferível não ter estoque de caixas para mais de três meses e o local para o estoque das embalagens vazias deve ser protegido contra umidade, luz direta do sol e calor.

A fitas adesivas geralmente têm o prazo de validade escrito no interior do tubo. Se não tiver, não compre porque nem o fabricante garante o desempenho do que está vendendo.

Outro problema encontrado é a falta de informações na embalagem para transporte. O lojista precisa saber exatamente o conteúdo da embalagem. Facilita a conferência no recebimento, a arrumação do estoque e a reposição nas prateleiras. Estas informações também vão ajudar o transportador a separar as embalagens para entrega. Especialmente nas grandes cidades o tempo de parada do veículo para entrega tem que ser o menor possível.

É incrível com ainda erramos nisto. A embalagem para distribuição tem que ter informações tais como: nome do produto, quantidade (de embalagens unitárias dentro da caixa), modelo, cor, tamanho (quando esta informação é relevante – P, M, G, adulto, filhote), peso de cada unidade de venda (especialmente para rações, areia, flocos) e prazo de validade. Este, por vezes, é esquecido até na embalagem unitária.

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